Covid: vacina da Pfizer reduz em 51,4% chance de infecção após 13 dias

Covid: vacina da Pfizer reduz em 51,4% chance de infecção após 13 dias
Covid: vacina da Pfizer reduz em 51,4% chance de infecção após 13 dias

Covid: vacina da Pfizer reduz em 51,4% chance de infecção após 13 dias

Um estudo de efetividade da vacina da Pfizer em Israel mostrou que a vacina reduz em 51,4% casos de Covid-19 entre o 13º e o 24º dia após a primeira dose. Esse valor é muito similar à taxa de proteção conferida pelas duas doses da vacina Coronavac, de 50,7%, segundo o ensaio clínico.

No Brasil, a imunização completa com a Coronavac é feita com intervalo de 21 a 28 dias entre as duas doses. Já a Pfizer é aplicada com um intervalo de três meses entre a primeira e a segunda dose.

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O artigo descrevendo o estudo foi publicado nesta segunda-feira (7) na revista científica Journal of the American Medical Association (Jama). O estudo não avaliou a efetividade da vacina da Pfizer após a segunda dose, mas estudos conduzidos nos Estados Unidos e Inglaterra confirmaram a maior proteção, de mais de 90%, da vacina após as duas doses.

A pesquisa do tipo comparativa analisou dados de 503.875 indivíduos que receberam a 1ª dose da Pfizer entre os dias 19 de dezembro de 2020 e 15 de janeiro de 2021 no país. A vacina possui registro para uso em toda a população com 16 anos ou mais.

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De acordo com os resultados, a proteção da vacina foi de 51,4% contra a infecção por Sars-CoV-2 de 13 a 24 dias após a primeira dose. O cálculo é feito subtraindo a segunda taxa de incidência (6,16) da primeira (12,07) e dividindo pelo valor inicial, chegando assim a uma razão de risco (RR) igual a 0,486. A efetividade da vacina é dada por 1 – RR x 100, ou 51,4%.

Para os casos sintomáticos da doença, a efetividade calculada foi de 54,4%. O pico de proteção encontrado foi a partir do 18º dia, quando a incidência de novos casos passou a decair. Não houve diferença estatística significativa por faixa etária, sexo, presença ou não de comorbidades, pacientes oncológicos ou imunodeprimidos.

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De acordo com os autores, a principal descoberta da pesquisa está na observação da redução também de infecções assintomáticas. Outro estudo realizado em Israel com profissionais de saúde já havia apontado para uma proteção de 86% da vacina contra casos assintomáticos.

Especialistas em vacinas em todo o mundo afirmam que todas as vacinas aprovadas para uso protegem contra o desenvolvimento da doença causada pelo coronavírus, hospitalização e agravamento do quadro.

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