Audiência pública discute projeto da Nova Ceasa e trabalhadores são cadastrados

 

 

Audiência pública discute projeto da Nova Ceasa e trabalhadores são cadastrados
Audiência pública discute projeto da Nova Ceasa e trabalhadores são cadastrados Foto: Carol Garcia/GOVBA

Audiência pública discute projeto da Nova Ceasa e trabalhadores são cadastrados

Nesta quinta-feira (16), pelo Youtube, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) realizou mais uma audiência pública para discutir o projeto do Centro de Abastecimento da Bahia (Ceasa), localizada próximo a Simões Filho com a participação do secretário da pasta, Nelson Leal.

Segundo Nelson Leal o projeto de requalificação do local visa melhorar a qualidade do atendimento para os consumidores e o ambiente para os concessionários e que cerca de 2,5 mil trabalhadores informais que vivem das diversas atividades exercidas no local, como carregadores de compras, descarregadores de caminhões, entre outros,  estão sendo cadastrados para que sejam contemplados pelo projeto.

O secretário destacou ainda que o centro de abastecimento não está sendo privatizado e que os trabalhadores informais não perderão espaço com a concessão da Ceasa.

“Para todos que estão hoje fazendo parte da Ceasa, tenham certeza absoluta que a nossa preocupação principal é com cada pai de família, cada mãe de família que tira o sustento da Ceasa. Todos vocês serão preservados. Estamos realizando uma concessão onde o Estado, os permissionários e a empresa que vier a ganhar esse processo formarão uma estrutura de governança, que vai sempre priorizar sobretudo as pessoas. Essa é uma formatação para que o processo evolua e eu tenho certeza absoluta que quem vai colher os frutos é o povo que utiliza esse importante equipamento”. destacou Nelson Leal.

Requalificação

Segundo a superintendente de Gestão Patrimonial para o Desenvolvimento Produtivo, Jucimara Rodrigues, todo o trabalho de requalificação da Ceasa será feito em quatro anos, sem que seja necessária a paralisação do equipamento. “A SDE e o Estado, preocupados com a não paralização das atividades, efetivamente pensaram em um plano de mobilização e desmobilização que não impedisse as atividades dos permissionários. Os permissionários que estão ocupando os galpões que serão reformados serão alocados em novos espaços. O objetivo de todos é não parar as atividades. O concessionário que ganhar a concessão também vai estar preocupado com essa mobilização e desmobilização, para que o objetivo do equipamento, que é garantir o abastecimento da região metropolitana, não seja prejudicado durante esse período de investimento”.

Cadastramento dos trabalhadores

O chefe de gabinete da SDE, Luiz Gugé, garantiu que o objetivo da requalificação é melhorar as condições de vida daqueles que produzem no campo, com os preços melhores, a qualidade dos produtos e também melhorar a condição da população que consome os produtos e ainda de quem vive aqui no entorno da Ceasa.

Gugé reforçou que todos os trabalhadores serão preservados. “É importante que se diga que essa Ceasa vai continuar sob uma coordenação, um conselho onde o Estado estará assentado. Não vai haver proibição de ninguém entrar. O cadastramento é para que nós conheçamos quem já atua aqui. A gente precisa cadastrar essas pessoas para que elas não sejam prejudicadas na futura concessão. Então, nós fizemos uma parceria com a Conder, que já tem expertise nesse assunto, e com a associação dos moradores do entorno, para que a gente as conheça e preserve o trabalho delas aqui no futuro”, disse.

Nova estrutura

A concessão prevê também a ampliação dos negócios já existentes, com a construção de mais dois galpões não permanentes (GNPs), compostos por 434 módulos, e dois galpões permanentes (GP) com total de 68 boxes, o que corresponde a um incremento de área bruta locada (ABL) de cerca de 14.000m, bem como oportunizar novos negócios, a exemplo da construção de um complexo com quatro centrais de distribuição e uma estrutura de frigorífico com aproximadamente 1.400 m².

O projeto de concessão engloba ainda a implantação e operação de um banco de alimentos, um programa que visa minimizar o desperdício de alimentos e a fome de populações vulneráveis, por meio da arrecadação de doações de gêneros alimentícios que seriam desperdiçados ao longo da cadeia produtiva, os quais, depois de selecionados, avaliados e classificados serão distribuídos, sempre gratuitamente, para entidades assistenciais previamente identificadas e cadastradas ou famílias em vulnerabilidade social, das comunidades do entorno da nova Ceasa.

Segurança

Com esta estrutura física e de gestão que está sendo proposta, será possível um controle rigoroso de acesso, possibilitando uma maior fiscalização e segurança. Dentre os principais benefícios estão: controlar o acesso da mercadoria comercializada na Central, no que tange questões fiscais e de qualidade, englobando quantidade, embalagem, destino, origem, rastreabilidade, questões fitossanitárias, entre outros, promovendo, inclusive, uma comercialização mais justa e competitiva entre os permissionários; promover maior segurança aos usuários da Ceasa, conseguindo mapear e identificar o acesso de todos os frequentadores.

Congestionamento na BA-526

Segundo o governo, os benefícios da nova Ceasa vão além dos muros do centro de abastecimento. Para quem trafega na região, o trânsito terá melhor fluidez com a construção prevista de uma área para pernoite de caminhões, com 95 vagas para estacionamento de veículos de carga com toda infraestrutura para os caminhoneiros, como sanitários com chuveiros, vestiários e espaço para alimentação.

Clique aqui e confira o vídeo da audiência na íntegra 

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